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Presidente mais antigo, mas moderno: "Sendo o presidente mais antigo do futebol português, gostaria de ser visto como o presidente mais moderno, que, a cada dia que passa, quer ver à frente, modernizar o clube, com objetivos de conquistar mais. É assim que quero que me vejam, não como o presidente mais antigo. O que me motiva é colocar objetivos a mim próprio, temos de fazer mais do que já fizemos. Rodear-nos de gente competente, que nos ajude a sermos mais modernos, a preparar um clube para os dias de hoje e os de amanhã, que seja mais capaz de atingir objetivos. Fui contemporâneo de grandes lideranças do futebol português. Acompanhei presidentes como Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, Valentim Loureiro, Carlos Pereira, Bartolomeu. Nesse tempo, definimos as nossas lutas entre clubes, mas havia um grande compromisso entre todos, éramos capazes de nos sentarmos à mesa e assumir grandes missões e objetivos coletivos para o futebol português. Hoje, com a transformação do futebol português, os clubes têm caminhado para a construção de novas SAD"s, têm lideranças diferentes, gestores que nem sempre são os últimos decisores. Hoje, vou para uma reunião da Liga e, muitas vezes, nem conheço todos os presidentes das SAD's que lá estão. Não quer dizer que seja mau. Quer dizer que os compromissos que se conseguiam anteriormente, hoje, são mais difíceis de serem possíveis, o futebol é diferente. Temos de continuar a trabalhar para evoluir."
Futebol português melhorou: "Hoje, o futebol português está muito melhor do que estava no passado. Melhorámos ao nível de treinadores, jogadores, infraestruturas, o que fez com que, a nível nacional e internacional, tivéssemos uma projeção muito forte. Nos últimos 20 anos, José Mourinho foi um treinador chave para o posicionamento do futebol português ao nível do trabalho. Nos últimos 20 anos, tivemos quatro equipas portuguesas em finais de competições europeias. Ainda há muito a fazer, acho que andamos a olhar para o imediato, e nunca numa perspetiva a médio/longo prazo. O futebol português precisa de preparar um choque a uma década, para ser mais sustentável no futuro. Falamos da centralização, que vai ser implementada em 2028, devia ter sido há 10 anos. É importante que não falemos no que vai ser distribuído pelos três primeiros clubes, temos de falar do valor que vamos buscar a mais para distribuir por todos, para termos um campeonato mais competitivo, mais forte na Europa. Para não termos apenas quatro equipas a pontuar para o futebol português."