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Leandro Barreiro confessa-se uma pessoa reservada, apesar de não se importar de ser abordado na rua e ter sempre uma palavra simpática para dar. Mas o lado mais pessoal não é para ser público. Por isso, os familiares estão alertados para não passarem informações e servirem de muro a quem quiser intrometer-se. Mas, em entrevista ao 'Luxemburger Wort', o médio benfiquista abriu uma exceção e revelou como é a sua vida fora dos relvados. Curiosamente, admite que vê muitos poucos jogos de futebol e que se ocupa com paixões distantes dos relvados.
De qualquer forma, Barreiro admite ter um profissional que o ajuda muito e com quem sente necessidade de partilhar muito da sua vida. "No que diz respeito à minha vida privada, ficou claro para mim desde o início que não diz respeito a ninguém. Se alguma vez acontecer alguma coisa, não quero que o mundo inteiro fique a saber. O único acompanhamento profissional de que preciso é o do meu treinador mental. Trabalha comigo há quase seis anos. Analisamos tudo e procuramos métodos que me permitam lidar melhor com situações difíceis. Falo com ele sobre tudo, porque considero que tudo influencia o meu desempenho em campo. Por isso, não seria sensato excluir uma parte da minha vida.", apontou, já depois de revelar que os pais continuam a viver no Luxemburgo: "Vão regularmente a Portugal para assistir aos jogos. No entanto, tenho muita família lá".
É, então, que Barreiro conta como é o dia a dia fora do futebol. E, além da paixão pelo anime, tem a particularidade de falar sete línguas. "Gosto de ler, tocar piano, dar passeios e passar tempo com o meu cão. Já não é segredo que vejo anime", anotou o jogador, que também está a aperfeiçoar o japonês: "Utilizo o Duolingo [uma aplicação para aprender línguas]. Não tenho professor particular, porque isso significaria mais um compromisso. Aprender com a aplicação pode não ser o melhor método, mas para mim é suficiente. Se me conseguiria orientar em Tóquio? Sim. Embora não conseguisse ter uma discussão sobre política, conseguiria pedir água no hotel ou perguntar como chegar à estação. Já estive duas vezes no Japão".
O benfiquista conta que com o japonês domina sete línguas. "Gosto de aprender novas línguas. No entanto, a escrita japonesa é demasiado complicada para mim. Quero ser capaz de falar, não de escrever", deu conta o jogador, que não faz questão de ver futebol nos tempos livres: "Há alguns anos, não teria dito nada sobre isso, mas entretanto tornei-me um pouco mais descontraído. Tento passar o tempo que tenho com a minha família e falar sobre outras coisas. Já tenho treinos e jogos suficientes. Se também falar de futebol nos tempos livres, torna-se demasiado. Quase não vejo futebol. Os únicos jogos que vejo são os do Mainz ou, às vezes, um grande jogo da Liga dos Campeões".
Sobre a vida em Lisboa, Barreiro aponta que é muitas vezes abordado na rua e, cada vez mais, os adeptos estão agradados com as prestações dentro de campo. "Nos últimos dois anos, a minha vida não mudou ao ponto de eu já não poder sair à rua. As pessoas querem dar-me força e desejam que o Benfica conquiste o título de campeão. Hoje em dia, talvez me digam mais vezes que fiz um bom jogo e que sou importante para a equipa. Quando vou a um café, abordam-me para falar do Benfica. As pessoas ficam contentes quando veem um futebolista num café, numa farmácia ou num supermercado. Reconhecem-me e querem falar comigo. Tento tratar com respeito todas as pessoas que se aproximam de mim e fico contente com cada comentário positivo.", revelou, dando conta que em Portugal os adeptos são muito mais entusiastas do que no Luxemburgo: "São muito mais apaixonados. Para muitos, o clube é a coisa mais importante na vida. Por isso, às vezes tenho de manter um pouco mais de distância para não me deixar influenciar por essas emoções".