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Agostinho Bento, treinador do Paredes, foi um dos responsáveis pela eliminação do Famalicão da Taça de Portugal
O Paredes foi um dos tomba-gigantes desta eliminatória da Taça de Portugal, ao eliminar o Famalicão, com um triunfo por 1-0. Agostinho Bento, treinador do Paredes, partilhou com O JOGO a satisfação pelo triunfo, que acaba por premiar o trabalho desenvolvido.
"É uma sensação de enorme satisfação, sobretudo por percebermos que todo o trabalho que temos desenvolvido desde o início da época está a dar frutos. Trabalhamos diariamente com ambição, rigor e dedicação, e estes momentos acabam por ser também um reconhecimento do esforço de todos. A preparação foi semelhante à das restantes semanas. Não alteramos a nossa metodologia de trabalho em função do adversário. Naturalmente, cada equipa apresenta características diferentes e exige adaptações específicas, mas o rigor, o planeamento e a exigência semanal mantêm-se. A mensagem transmitida ao grupo foi sempre de confiança na qualidade individual e coletiva da equipa. Sabíamos daquilo que éramos capazes e entrámos em campo sem nada a perder nem a temer, conscientes de que tínhamos condições para competir e lutar pelo resultado", afirmou.
Depois do golo marcado, o técnico não escondeu que o tempo teve uma espécie de paragem até ao apito final. Mas, que do banco, o objetivo passou sempre por manter a organização e manter a atenção em cada lance.
"O nosso principal objetivo para esta época sempre foi, e continua a ser, terminar entre os quatro primeiros classificados do nosso campeonato. Essa posição permite-nos garantir desde logo a manutenção e, ao mesmo tempo, continuar a sonhar com objetivos mais ambiciosos. É fundamental mantermos o foco e não nos desviarmos desse propósito. A Taça de Portugal é uma competição especial, que nos permite viver momentos únicos e testar as nossas capacidades, mas tudo aquilo que conseguirmos alcançar nesta competição será sempre um extra. A nossa prioridade mantém-se bem definida. Quando a bola entrou, senti naturalmente uma enorme felicidade, porque é sempre especial ver o trabalho da equipa ser recompensado. No entanto, percebi imediatamente que, a partir daquele momento, o jogo se tornaria ainda mais difícil. Sabíamos que teríamos de sofrer, manter a concentração e estar preparados para cada lance. A partir daí, cada minuto parecia ter 100 segundos. O tempo passava devagar, a tensão aumentava e era fundamental manter a organização, a união e a capacidade de continuar a competir até ao apito final", concluiu.