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FPF: número de colaboradores aumenta 20% em 2025/26, com Pedro Proença

Primeira época de mandato do ex-presidente da Liga trouxe crescimento das despesas com pessoal

Pedro Proença (FOTO: Lusa/ANTÓNIO COTRIM)

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) teve um aumento de quase 20 por cento dos colaboradores em 2025/26, de 348 para 423, enquanto os gastos com pessoal cresceram 10 por cento, dos 25,691 milhões de euros (ME), da época 2024/25, para 28,205 ME.

Estas são as conclusões do Relatório e Contas aprovado no passado sábado, a que a agência Lusa teve acesso nesta sexta-feira.

O Canal 11 é a empresa do grupo FPF com mais colaboradores (37, mais dois do que em 2024/25), seguida de FPF Comercial (22), FPF Infraestruturas (sete), FPF Academy (cinco), FPF Events (três) e Fundação FPF (um).

O Relatório e Contas foi votado e aprovado por unanimidade pela direção da FPF, no passado sábado, no Funchal, com um saldo positivo de 3,1 ME, correspondendo a rendimentos de 141,234 ME e gastos de 138,082 ME.

A FPF assinala este saldo positivo mesmo após a conclusão do processo da Segurança Social relativamente ao contrato do antigo selecionador Fernando Santos, com o organismo que rege a modalidade em Portugal a liquidar 3,318 ME das contribuições em falta respeitantes ao período entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022.

«Este encargo extraordinário, de natureza não recorrente e materialmente relevante, teve um impacto significativo nas demonstrações financeiras do exercício», admite a FPF.

Entre os dados apresentados, destaque ainda para a redução, em mais de metade, dos valores em caixa ou em depósitos bancários, que foi de 14,470 ME, menos 55 por cento do que os 31,822 ME declarados na época anterior – o valor aplicado em depósitos a prazo é atualmente 11,020 ME, contrastando com os 18,559 ME em 2024/25.

Também as provisões tiveram um ‘corte’ de sete milhões de euros, de 32,801 ME para 25,569 ME, tal como o montante alocado ao fundo de desenvolvimento do futebol, reduzidos de 24,969 ME para 16,196 ME.

Em sentido contrário, a FPF contou com um subsídio de quatro milhões de euros do Turismo de Portugal, «destinado a apoiar a estratégia de internacionalização e promoção da marca Portugal associada à participação da seleção nacional na fase final do Campeonato do Mundo de 2030».

A receita decorrente dos direitos de transmissão, publicidade e cachets também teve um aumento relevante, de 44,951 ME para 60,854 ME, enquanto as das apostas se manteve em 39,728 ME – apenas mais 400 mil euros do que na época anterior.

O Relatório e Contas da FPF de 2025/26 vai ser discutido e votado em Assembleia Geral do organismo no próximo dia 31 de outubro, a partir das 14:00, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

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