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O mercado de transferências de inverno só abre dentro de mais de dois meses, mas o Sporting já está ativo, a estudar a possibilidade de vir a aproveitá-lo para adquirir mais um extremo, visto que Geny Catamo e Nestory Irankunda ameaçam virar 'dores de cabeça', de acordo com a edição desta terça-feira do jornal A Bola.
No caso do internacional moçambicano, a principal ameaça dá pelo nome de Sunderland, clube que já procurou 'resgatá-lo', no passado verão, antes de esbarrar na intransigência da direção liderada por Frederico Varandas. Nada que, no entanto, o impeça de voltar à carga, já no próximo mês de janeiro.
Os black cats, recorde-se, começaram por fazer chegar ao Estádio José Alvalade uma proposta concreta na ordem dos 30 milhões de euros, mais dez milhões de euros em bónus, que foi prontamente rejeitada, pelo que subiram a parada, para os 33 milhões de euros, mais sete milhões de euros em bónus, com igual desfecho.
Na altura, a estrutura verde e branca insistiu que só estaria disposta a abrir mão daquela que é uma das principais 'armas' de Rui Borges a troco de 40 milhões de euros fixos, pelo que o diálogo acabou por cair por terra. Ainda assim, o próximo defeso pode mesmo vir a trazer novidades nesta frente.
Já Nestory Irankunda, que chegou ao Sporting proveniente do Watford, a troco de uma verba na ordem dos 15 milhões de euros (que pode vir a ascender aos 18 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos), será, com elevado grau de probabilidade, convocado pela principal seleção da Austrália para a Taça Asiática.
A competição irá realizar-se na Arábia Saudita, entre os dias 5 de janeiro e 7 de fevereiro de 2027, pelo que os leões correm o risco de vir a ver-se privados dos seus serviços durante, sensivelmente, um mês. Isto, apesar de a prova estar sob ameaça, por conta da instabilidade que se vai vivendo, no Médio Oriente.
Geny Catamo, recorde-se, chegou ao Amora em 2018, proveniente do Black Bulls, demonstrando tamanho potencial que, logo na temporada seguinte, foi recrutado pelo Sporting. No entanto, na altura, apenas 25% dos direitos económicos do internacional moçambicano ficaram na posse da estrutura verde e branca.
Os leões nunca esconderam a intenção de reforçar a posição, no que a este tema diz respeito, mas a verdade é que apenas conseguiram fazê-lo em julho de 2025, quando desembolsaram qualquer coisa como 2,25 milhões de euros por mais 65% do passe do jogador, passando, assim, a deter 90% do mesmo.
A assinar aquele que é já o melhor arranque de época da carreira (soma já dois golos e quatro assistências ao cabo de quatro jogos oficiais), o extremo vai, em paralelo, negociando a renovação do atual contrato, que se mantém válido até junho de 2029, com uma cláusula de rescisão no valor de 60 milhões de euros e um ordenado de 600 mil euros líquidos por ano.