Voltar
Encerrado o mercado de transferências de verão, os responsáveis da SAD do Benfica passaram ao plano seguinte na agenda de trabalhos e que passa por reacertos no plantel, nomeadamente em relação a compensações salariais e prolongamento da duração dos contratos de alguns elementos do plantel. Em marcha estão já cinco processos que, apurou O JOGO, o presidente Rui Costa quer ver concluídos até ao final do ano.
Após o aumento salarial atribuído a Pavlidis, pelo rendimento apresentado nas duas épocas anteriores e pela recusa dada pelos encarnados à transferência para o Fenerbahçe, o líder da Luz avançou com mais cinco dossiês vistos, nesta fase e na sua maioria, como prioritários. Quer Rui Costa recompensar e, ao mesmo tempo, blindar alguns jogadores antes da reabertura do mercado de janeiro, como forma de evitar que as eventuais ondas de choque daí provenientes possam vir a ter implicações na concentração dos elementos em causa.
Como já noticiámos, um desses casos é o de Prestianni, que ainda tem mais dois anos e meio de ligação, mas que a SAD pretende retribuir, com aumento salarial, pela explosão e novo estatuto garantido no clube e na seleção da Argentina. O plano passa por, além da remuneração mais alta, serem acrescentados mais dois anos ao contrato, numa perspetiva que se aplica de igual forma e circunstâncias a Schjelderup, com a agravante de ter vínculo apenas até 2028 e de ser um processo que se arrasta há mais tempo.
Também com apenas mais ano e meio de contrato em vigor estão os guarda-redes Trubin e Samuel Soares, que lutam atualmente pela titularidade. Mesmo que o ucraniano tenha passado agora a suplente, e numa perspetiva de uma futura negociação, tem o Benfica de ter mais anos de vínculo para assegurar uma posição negocial mais forte, que permita inflacionar o preço acima dos onze milhões de euros investidos na sua contratação. Já o jovem proveniente da formação, a manter-se o estatuto de primeira escolha, na perspetiva da SAD, terá de ser blindado a pensar no futuro. Desportivo e financeiro.
Outro caso, relacionado com o rendimento apresentado, é o de Samuel Dahl, lateral-esquerdo que chegou a Luz por empréstimo da Roma, e acabou por ficar a título definitivo mediante a concretização da opção de compra de nove milhões de euros. Ao que apurámos, e mesmo tendo também contrato em vigor até 2029, estão também em andamento as negociações para que o aumento salarial prometido anteriormente seja acompanhado pelo acrescento de mais um ou dois anos ao vínculo atual.