flag
back Voltar
O adeus emocionado de Gastão Elias: "Foi giro e assustador"
Gastão Elias
Gastão Elias

Gastão Elias deixou esta terça-feira de ser tenista profissional, depois de perder na primeira ronda do Lisboa Belém Open

Gastão Elias despediu-se esta terça-feira de forma emocionada da carreira como tenista no seu Club Internacional de Foot-Ball, onde o Mágico perdeu na primeira ronda do Lisboa Belém Open frente ao italiano Francesco Passaro.

Um duplo 6-2, em uma hora e quatro minutos, foi o resultado final de uma carreira de duas décadas, na qual se destacam o estatuto de recordista nacional de títulos challenger (10 em 23 finais), de primeiro tenista português a vencer em Jogos Olímpicos e de eterno favorito do público, que o "descobriu" quando disputou o Estoril Open pela primeira vez aos 15 anos.

No court principal daquela que foi a sua casa desde os 10 anos, o agora ex-tenista da Lourinhã entrou nervoso, um estado pouco habitual no sempre expansivo e alegre Elias, ficando desde logo evidente a sua falta de ritmo competitivo - o último encontro no circuito remontava ao início de maio.

Após salvar dois pontos de break no seu primeiro jogo de serviço, no qual mostrou algumas das pancadas que lhe valeram a alcunha de "Mágico", foi quebrado pelo 146.º jogador mundial no quarto para não mais recuperar da desvantagem.

Com a bancada bem composta de familiares, amigos, nomes do passado e do presente do ténis nacional - Nuno Borges e Henrique Rocha estavam entre eles -, mas também adeptos que queriam ver o seu último encontro, Elias foi sendo muito aplaudido sempre que bem-sucedido, nomeadamente quando dispôs de um break (não convertido) no sétimo jogo.

No entanto, o luso de 35 anos haveria de sofrer novo break para perder o primeiro set por 6-2.

No segundo, ainda dispôs de um break-point no terceiro jogo, imediatamente anulado por Passaro. Vindo de dois títulos challenger consecutivos, o italiano quebrou logo de seguida o serviço de Elias, adiantando-se para 3-1.

O antigo número seis mundial de juniores teve dois pontos para devolver o break, mas o mais rodado Passaro elevou o nível, anulando-os e evitando a aproximação do português no sétimo jogo.

A perder por 5-2, Elias voltou a ser o Gastão de sempre, desabafando graciosamente no banco que o seu jogo não proporcionou "nem um highlight" para os melhores momentos televisivos.

O fim foi-se aproximando e uma bola na rede terminou a carreira de Elias, que recebeu a companhia da namorada Rute e da filha Camila ainda em court, antes de ceder às emoções durante os agradecimentos às pessoas que sempre o acompanharam. "O que é que eu hei de dizer?", perguntou o agora retirado tenista, que tinha confessado à agência Lusa na véspera não querer uma cerimónia de despedida porque iria ser "muito duro".

"Eu disse que não queria fazer isto"

Depois de agradecer aos pais, nomeadamente por lhe permitirem ir jogar para os Estados Unidos com apenas 16 anos, e ter dificuldade em conter as lágrimas ao dirigir-se aos treinadores Gui Balboa e Luís Alves, não conseguiu prosseguir o discurso no court ao voltar-se para a companheira. "Eu disse que não queria fazer isto", brincou, antes de dizer que Rute foi a pessoa que lhe deu força para continuar a lutar e a voltar de todas as lesões.

Aquele que até esta segunda-feira figurava como terceiro melhor tenista nacional de sempre nos rankings - foi destronado, por uma posição, pelo jovem Jaime Faria, atualmente 56.º na hierarquia ATP -, encerrou hoje a sua carreira, derrotado por Passaro, mas, sobretudo, pelas lesões.

"Foi giro, ao mesmo tempo um bocadinho assustador"

"Foi giro, ao mesmo tempo um bocadinho assustador", resumiu em conferência de imprensa, assumindo que a experiência pós-encontro foi "pesada", mas realçando que há muitos atletas que não têm a oportunidade de despedir-se em frente aos 'seus'.

Elias tinha esta data presente na cabeça "há muitos meses" e todo o tempo que teve para pensar na despedida deixou-o tenso, assumindo ter ficado "ansioso com o dia de hoje", que não conseguiu preparar tenisticamente da "melhor maneira", por não ter sido difícil motivar-se "no adeus".

Para a história de Elias, ficarão também 28 convocatórias para a Taça Davis, a principal competição do ténis por seleções, na qual jogou 23 eliminatórias.

Você pode gostar

Multa pesada para Medvedev por ter acertado com uma bola num espectador

ojogo.pt 2 semanas atrás

Tsitsipas supera as separações do pai e de Paula Badosa e renasce das cinzas

sapo.pt 5 horas atrás

"Mike Tyson" russo morre 11 anos depois de acidente misterioso em Berlim

ojogo.pt 1 dia atrás

Golfe: Daniel Rodrigues passa o cut no Open de Espanha

sapo.pt 1 semana atrás

«Fiquei chocada!»: princesa do ténis faz revelações sobre Djokovic e Fritz

sapo.pt 2 dias atrás

Europeus de tiro com armas de caça: portugueses fora das finais

sapo.pt 1 semana atrás

Nuno Borges cai na segunda ronda do Masters de Xangai

cnnportugal.iol.pt 1 semana atrás

Rafa Jódar pede desculpa por incidente com apanha-bolas em Xangai

maisfutebol.iol.pt 4 dias atrás

Ténis: Elina Svitolina anuncia separação de Gaël Monfils

tvi.iol.pt 1 dia atrás

Abatido pela separação de Svitolina, Gael Monfils antecipa fim da carreira

sapo.pt 1 dia atrás