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Na carta que emitiu a contar tudo o que motivou a saída do estágio da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo apontou que tinha aprovado a escolha de Pedro Proença para Jorge Jesus como Selecionador Nacional. “Respondi ao Presidente da Federação que, na minha opinião, seria a escolha certa”.
Na altura, os dois tinham uma boa relação mas tudo mudou e estão em pólos opostos. Entretanto, já se sabe que CR7 vai ser suspenso (embora não tenha sido tornado público quanto tempo) e alvo de processo disciplinar.
A propósito desse tema não há mais novidades, mas Luís Henrique, advogado de Jorge Jesus, teceu duras críticas ao craque português. “Cristiano Ronaldo com as suas ações, os seus comportamentos e a obsessão por determinadas métricas, está a conseguir o que nenhum adversário conseguiu: estragar a nossa capacidade de recordar tudo o que de bom nos deu. Rodeia-se cada vez mais de quem lhe diz o que quer ouvir e cada vez menos de quem lhe diz o que precisa de ouvir. É a sina dos deuses e dos autocratas: acabam sozinhos no Olimpo, cercados de espelhos”, começou por escrever.
E, mais: Luís Henrique era cronista no jornal Record, mas, após toda a polémica, decidiu que vai deixar escrever para a publicação semanalmente. “Os factos para mim são muito simples – Cristiano Ronaldo é acionista de referência da Medialivre, proprietária deste jornal. Com o capitão em rota de colisão com Jorge Jesus e por via disso comigo próprio, não me ficaria bem, seria até vergonhoso, eu continuar a colaborar e ser remunerado por uma empresa por si participada. Não existe independência intelectual sem independência financeira”, continuou.
“Quem opina sobre o poder não pode depender do poder sobre o qual opina. É dessa amarra que, desde já, prefiro libertar-me, para que ninguém, seja ele quem for, ache ou sonhe que tem a capacidade de vir a infligir-me alguma ‘consequência’. A liberdade que só se exerce quando não custa nada chama-se conveniência. E eu nunca escrevi por conveniência”, finalizou.
Texto: Carolina Marques Dias Fotos: redes sociais