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O Vasco foi eliminado da Copa Sul-Americana após ser superado pelo Boca Juniors na noite de terça-feira (20), no Maracanã. Mais do que a dor de ficar pelo caminho em uma competição internacional, a torcida cruz-maltina precisou reviver um pesadelo recente: a derrota para o Corinthians na final da Copa do Brasil de 2025.
Na saída do estádio, a comparação entre as duas eliminações era inevitável. Entre os torcedores, a sensação era de assistir novamente a um roteiro dolorosamente familiar, marcado por um início de jogo abaixo do esperado, falhas individuais decisivas e a frustração de ver uma reação não ser suficiente para mudar o desfecho.
Assim como na decisão da Copa do Brasil, o Vasco chegou ao confronto decisivo com um bom resultado conquistado fora de casa. Em 2025, o empate sem gols com o Corinthians, na Neo Química Arena, deixou a disputa em aberto para o jogo de volta. Desta vez, o Cruz-Maltino foi além: venceu o Boca Juniors por 1 a 0, na Bombonera, e conquistou um resultado histórico diante dos argentinos.
O cenário no Maracanã também alimentava a confiança. Com ingressos esgotados, a torcida preparou uma grande festa, com bandeiras, mosaicos e apoio durante a partida. O ambiente era de decisão, com a expectativa de que o time aproveitasse a vantagem construída na Argentina para voltar a disputar uma final internacional.
Dentro de campo, porém, o Vasco voltou a sofrer em um momento decisivo. Nas duas partidas, a equipe apresentou um primeiro tempo abaixo do que vinha produzindo e viu o adversário aproveitar erros individuais para construir uma vantagem no placar. Em 2025, Yuri Alberto abriu o placar para o Corinthians aos 18 minutos. Contra o Boca Juniors, a equipe argentina já vencia por 2 a 0 aos 33 minutos, complicando a missão vascaína.
E, nos dois casos, o Cruz-Maltino encontrou forças para reagir. Na final da Copa do Brasil, Nuno Moreira marcou e recolocou o time na disputa. Contra o Boca, foi Puma Rodríguez quem balançou a rede e reacendeu a esperança no Maracanã.
Com a mudança de cenário, o estádio voltou a acreditar. Com a torcida empurrando a equipe, a possibilidade de buscar mais um gol e garantir a classificação parecia novamente ao alcance. Ou até mesmo, em um pensamento menos otimista, levar a disputa para os pênaltis.
Mas, assim como na decisão nacional, os erros individuais voltaram a pesar e interromperam a reação. A expectativa de uma noite histórica deu lugar à frustração de uma eliminação que poderia ter tido outro desfecho.
Ao fim da partida, o que se viu foi uma torcida que continua apoiando o Vasco, mas que também carrega as marcas de derrotas do passado. O torcedor que lotou o Maracanã acreditou na classificação praticamente até o fim, mas deixou o estádio com a sensação de que assistiu a uma história já vista.
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O apoio da torcida vascaína permanece, mas a repetição de roteiros dolorosos em decisões importantes aumenta a sensação de frustração. Mais uma vez, o torcedor lotou o estádio, acreditou na classificação e viu o sonho de voltar a uma final ser interrompido por erros que custaram caro.