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Após ter um pedido de liminar negado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para atuar na Supercopa Brasil, que será disputada na noite desta sexta-feira (16), em São Luís (MA), e na Superliga, com início neste sábado (17), a jogadora Tifanny, do Osasco Vôlei, conseguiu uma liminar na Justiça comum para poder disputar as competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Em nota, a CBV afirmou que "foi comunicada de decisão do Juízo da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proferida às 19h12 de hoje (sexta-feira), que deferiu em parte pedido de tutela formulado pela atleta Tifanny Pereira de Abreu". A decisão foi proferida pelo juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese.
Ainda segunda a entidade, "em cumprimento à ordem judicial, e por força dela, a atleta terá, em caráter excepcional e provisório, condição de jogo na partida da Supercopa Feminina 2026 de hoje, e na Superliga Feminina 2026/2027".
Na mesma nota, a confederação informa que irá recorrer da decisão: "A CBV apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão".
Tifanny é a primeira atleta trans a atuar no voleibol brasileiro e em agosto viu a CBV adotar a partir desta temporada, a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina.
Os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI - publicada em março deste ano – limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do "sexo biológico feminino".
Nas normas publicadas pelo COI, "essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade. Essa regra foi aprovada em setembro de 2025, incorporada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e já aplicada neste ano na Liga das Nações".
Com a adoção destas medidas, a ponteira Tifanny, 41 anos, foi afetada e teve seu futuro em xeque. No Campeonato Paulista, que já estava em andamento quando ocorreu a determinação da CBV, ela seguiu atuando e ajudou Osasco a conquistar o título estadual.
Tifanny atua no Osasco desde 2021 e possui um título da Superliga, além de cinco Campeonatos Paulistas, um vice-campeonato no Sul-Americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes.
"A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) foi comunicada de decisão do Juízo da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proferida às 19h12 de hoje, que deferiu em parte pedido de tutela formulado pela atleta Tifanny Pereira de Abreu.
Em cumprimento à ordem judicial, e por força dela, a atleta terá, em caráter excepcional e provisório, condição de jogo na partida da Supercopa Feminina 2026 de hoje, e na Superliga Feminina 2026/2027.
A medida é provisória e o próprio Juízo consignou que a questão permanece submetida à Justiça Desportiva, onde tramita o Mandado de Garantia nº 002/2026, e que reapreciará a tutela tão logo seja noticiado o julgamento definitivo daquele processo.
A CBV apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão.
A CBV reitera seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas e repudia qualquer manifestação discriminatória".