Voltar
Ruan Tressoldi, zagueiro do Atlético-MG, recebeu uma advertência do STJD por empurrar Gabigol após a vitória por 2 a 1 sobre o Santos. No julgamento de quinta-feira (15), a suspensão de uma partida foi convertida em advertência. Com isso, o defensor não terá de cumprir afastamento por esse episódio, segundo o Metrópoles.
Desta forma, o processo terminou com multas de R$ 3 mil para cada clube por atraso no reinício do jogo. Apesar da decisão da Quarta Comissão Disciplinar ter sido unânime, ainda admite recurso ao Pleno do tribunal.
A Procuradoria havia denunciado o jogador pelo artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva. A punição prevista para atletas é de uma a seis partidas, conforme O Tempo. No entanto, o relator Gabriel da Fonseca acolheu o pedido alternativo da defesa.
Sendo assim, ele mudou o enquadramento para o artigo 250, parágrafo primeiro, inciso II. Esse dispositivo trata especificamente do empurrão acintoso em companheiro ou adversário fora da disputa da jogada. Na fundamentação, o auditor considerou o episódio de pequena gravidade.
Além disso, registrou que Ruan não tinha condenações no âmbito do STJD. Já a defesa atleticana, representada por Luiz Eduardo Barbosa, havia pedido a absolvição. O advogado argumentou que a entrada no gramado ocorreu depois do encerramento da partida e relacionou a reação do zagueiro à provocação feita por Gabigol na comemoração do gol.
Vale destacar que o artigo 250 prevê suspensão de uma a três partidas e permite a conversão em advertência quando a infração é de pequena gravidade. Essa possibilidade também existe no artigo 258. Portanto, o resultado dependeu da avaliação das circunstâncias do caso.
Contudo, os dois clubes responderam pelo atraso de três minutos para o início do segundo tempo. A punição foi de R$ 1 mil por minuto para cada equipe, totalizando R$ 6 mil em multas no processo, de acordo com o artigo 206 do CBJD. O relator aplicou o valor utilizado pelo tribunal para os clubes da Série A e destacou a reincidência das equipes.
O episódio aconteceu no domingo (11), na Arena MRV, pela 30ª rodada do Brasileirão. Gabigol abriu o placar para o Santos e chutou o mastro da bandeirinha de escanteio que exibia o escudo do clube mineiro durante a comemoração. Na sequência, o atacante recebeu cartão amarelo.
O Atlético-MG reagiu com gols de Vitor Hugo e Thiago Borbas. Com isso, o atacante uruguaio decidiu a partida com uma bicicleta nos acréscimos, garantindo a virada por 2 a 1. Depois do apito final, Ruan entrou no gramado e discutiu com Gabigol. A súmula do árbitro Alex Gomes Stefano relata que o zagueiro apontou o dedo para o adversário.
Em seguida, o empurrou na região do peito. O documento também destaca que o defensor estava com roupas comuns e não constava na relação oficial do jogo. A provocação se estendeu às redes sociais, quando o Atlético relembrou a eliminação do Santos na Sul-Americana e Gabigol respondeu citando o título da Copa do Brasil de 2024.
O resultado do julgamento resolve a questão disciplinar desse episódio, mas o zagueiro permanece em recuperação de uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda. Ruan está afastado desde o início de setembro e ainda não tem previsão oficial de retorno.
Ainda na quinta-feira (15), o Pleno manteve a advertência de Kaio Jorge por um lance com Ruan Tressoldi na ida das quartas de final da Copa do Brasil. Na ocasião, o zagueiro caiu após uma disputa aérea e foi encaminhado ao hospital para exames. O episódio havia provocado uma manifestação de Ruan contra Kaio Jorge após o clássico.
Naquele momento, o Atlético também anunciou que avaliaria medidas jurídicas. Por fim, a distinção entre os julgamentos está na instância.