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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) puniu Cristiano Ronaldo com 30 dias de suspensão e aplicação de multa no valor de 255 euros (R$ 1.446,00). A sanção disciplinar foi imposta pelo Conselho de Disciplina – Secção Não Profissional da entidade após o atacante abandonar a delegação do país durante a última Data Fifa.
A decisão oficial detalha a fundamentação do gancho aplicado ao capitão português.
"Nestes termos e com os fundamentos expostos, o Conselho de Disciplina – Secção Não Profissional – da Federação Portuguesa de Futebol decide, nos presentes autos, julgar totalmente procedente a acusação e, em consequência, condenar o Arguido Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro pela prática, por uma vez e a título doloso, da infração disciplinar prevista e sancionada pelo n.º 1 do artigo 160.º do RDFPF, applying-lhe, em consequência, a sanção de suspensão por 30 (trinta) dias e, acessoriamente, a sanção de multa que se fixa em 2,5 UC, ou seja, € 255,00 (duzentos e cinquenta e cinco euros)", informa o texto da entidade.
Na prática, a medida não traz impacto direto no calendário do atleta junto à equipe nacional. Com contagem iniciada em 30 de setembro, data da saída do jogador da concentração, a punição termina antes do próximo compromisso de Portugal, agendado para o dia 14 de novembro contra o País de Gales, pela Liga das Nações.
O atrito teve início após a atuação conjunta no Al-Nassr na temporada 2025/26, quando Jorge Jesus assumiu o comando do clube saudita. A parceria vitoriosa no futebol do Oriente Médio impulsionou a contratação do treinador para o comando da seleção lusitana, em substituição a Roberto Martínez.
Na apresentação oficial, o comandante exaltou o astro, mas ressaltou que as decisões táticas priorizariam o desempenho coletivo. O primeiro atrito ocorreu na partida contra o País de Gales, quando o atacante começou no banco de reservas e realizou aquecimento sem entrar em campo, deixando o gramado logo após o apito final.
A ausência no treino seguinte levou a presidência da FPF a intervir na concentração para alinhar a convivência entre comissão e atleta. O jogador iniciou como titular na partida seguinte contra os galeses, atuando por 67 minutos na vitória portuguesa, mas voltou ao banco de reservas no duelo diante da Dinamarca.
A crise escalou definitivamente após o treinador conceder coletiva de imprensa no Estádio Parken. O comandante negou atritos, explicou a opção por Gonçalo Ramos entre os titulares e reiterou a autoridade sobre o elenco, apesar da hierarquia do camisa 7.
Inconformado com as declarações, o jogador deixou o estádio antes da atividade programada e anunciou nas redes sociais seu desligamento temporário da delegação. Sem a presença do atacante, a equipe venceu os quatro jogos disputados na Liga das Nações contra País de Gales, Dinamarca e Noruega, em duas ocasiões.
Recentemente, o atacante publicou uma nota oficial abordando o ocorrido e reconhecendo o erro pela atitude. O jogador desabafou sobre a postura do técnico durante o processo.
O atleta alegou que havia um alinhamento prévio de oito tópicos para a entrevista coletiva do treinador, os quais não foram cumpridos na declaração pública. Apesar de reiterar seu compromisso de defender Portugal, o atacante deixou evidente o distanciamento em relação ao comandante.