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O Real Madrid exigiu a renúncia de Javier Tebas, presidente de LaLiga e vice-presidente da Federação Espanhola de Futebol, após o dirigente comparar métodos de comunicação da Real Madrid TV com técnicas de propaganda utilizadas por Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista. Em nota oficial, o clube classificou as declarações como ofensivas e de extrema gravidade.
A manifestação ocorreu depois de Tebas publicar críticas à comunicação do Real Madrid nas redes sociais, na última quinta-feira, 15. O dirigente acusou o clube de selecionar lances, alimentar suspeitas e construir uma narrativa contra seus adversários.
“O Real Madrid considera absolutamente intolerável e de extraordinária gravidade que alguém que ocupa os dois cargos de maior responsabilidade no futebol espanhol recorra a uma comparação com os métodos de propaganda do regime nazista para desacreditar nosso clube, sua diretoria e seu canal de televisão”, afirmou o clube em comunicado.
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Na nota, o Real Madrid também questionou a postura de Tebas em relação às manifestações do clube sobre o caso Negreira. A investigação envolve pagamentos realizados pelo Barcelona a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha.
O clube afirmou que suas cobranças por esclarecimentos sobre o episódio representam uma atuação legítima e criticou o que considera uma falta de neutralidade e imparcialidade por parte do presidente de LaLiga.
O Real Madrid ainda declarou que as manifestações de Tebas fazem parte de um histórico de ataques à instituição. Diante disso, exigiu que o dirigente deixe imediatamente os cargos que ocupa no futebol espanhol.
“Por todas essas razões, o Real Madrid considera que as repetidas declarações e comportamentos de Javier Tebas seriam inadmissíveis em qualquer instituição desportiva europeia regida pelos princípios do respeito, da neutralidade e da integridade, e que o desqualificam institucionalmente para continuar a ocupar os cargos que exerce. Portanto, o Real Madrid exige sua renúncia imediata como presidente da LaLiga e vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol”, declarou o clube.
As críticas de Tebas foram direcionadas à Real Madrid TV e à atuação da diretoria do clube. O dirigente acusou o canal oficial de reproduzir o discurso institucional e afirmou que a comunicação madridista segue uma estratégia de repetição de mensagens e construção de adversários.
“A direção do Real Madrid dirige uma orquestra de porta-vozes, e o Real Madrid TV é a voz que canta. A sua partitura é sempre a mesma: selecionar as jogadas que interessam, repetir, alimentar a suspeita e apontar os inimigos”, escreveu.
Na sequência, Tebas mencionou os métodos de Goebbels, mas ressaltou que a comparação se referia às técnicas de propaganda, e não à ideologia nazista ou aos torcedores do Real Madrid.
“O método recorda mecanismos de propaganda que explorou Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazi: repetição sistemática, construção de um inimigo e subordinação dos fatos ao relato. A comparação é com essas técnicas de propaganda, não com uma ideologia nem, claro, com a torcida madridista”, completou o dirigente.
Tebas também acusou um dirigente do Real Madrid, sem revelar sua identidade, de telefonar para redações e pedir a demissão de jornalistas. O episódio ampliou o confronto público entre o comando de LaLiga e o clube espanhol.