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Tebas rebate Real Madrid após comparação com propaganda 'nazista'

Presidente da LaLiga afirma que técnicas de Goebbels são estudadas em faculdades de Jornalismo

Presidente da La Liga, Javier Tebas em evento na CBF
Presidente da La Liga, Javier Tebas (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Javier Tebas voltou a defender suas declarações sobre a Real Madrid TV após o clube merengue exigir sua renúncia à presidência da LaLiga. Neste sábado (17), o dirigente espanhol afirmou que os métodos de propaganda associados a Joseph Goebbels são estudados em cursos de Jornalismo e Comunicação e reiterou que sua comparação se referia às técnicas utilizadas, e não à ideologia nazista.

A polêmica começou quando Tebas criticou a comunicação da emissora oficial do clube merengue e comparou seus procedimentos aos do ministro da Propaganda da Alemanha nazista. Em resposta, o Real Madrid publicou uma nota de repúdio e exigiu a saída do dirigente tanto da LaLiga quanto da vice-presidência da Real Federação Espanhola de Futebol.

Em sua nova manifestação nas redes sociais, Tebas citou a Universidade de La Laguna como exemplo do estudo acadêmico sobre o tema. Segundo ele, uma disciplina obrigatória do primeiro ano do curso de Jornalismo inclui, no programa de 2025-2026, um exercício sobre a aplicação dos 11 princípios da propaganda de Goebbels ao contexto atual.

— Comparar procedimentos de comunicação não implica automaticamente atribuir a ideologia daqueles que os utilizaram àqueles que recorrem a mecanismos semelhantes — argumentou o presidente da LaLiga.

Tebas detalha críticas à Real Madrid TV

O dirigente afirmou que sua comparação envolve procedimentos como a repetição sistemática de mensagens, a seleção tendenciosa de informações e a construção de um adversário permanente. Segundo Tebas, esses mecanismos podem ser analisados para compreender como a comunicação influencia a opinião pública.

O presidente da LaLiga também voltou a questionar a maneira como a Real Madrid TV apresenta determinadas situações envolvendo o clube. Ele levantou dúvidas sobre a seleção de imagens e informações, a repetição de suspeitas e a possível omissão de elementos que contrariem a narrativa apresentada pelo canal.

Tebas ainda cobrou transparência sobre os pedidos de alteração de horários de partidas, questionando quantas solicitações teriam sido feitas e quantas foram atendidas. Para o dirigente, esses dados também precisam fazer parte da discussão sobre as alegações de perseguição ao Real Madrid.

Ao defender sua posição, Tebas afirmou que a controvérsia deveria ser discutida com base nos exemplos apresentados, e não apenas nas reações às suas palavras.

Real Madrid exige renúncia de Javier Tebas

A resposta de Tebas ocorre após o Real Madrid classificar suas declarações como ofensivas e incompatíveis com as responsabilidades institucionais do dirigente. O clube considerou que a comparação com os métodos de propaganda nazista não perde sua gravidade pelo fato de Tebas ter diferenciado as técnicas da ideologia.

Na nota oficial, a equipe espanhola também acusou o presidente da LaLiga de demonstrar falta de neutralidade e imparcialidade em relação à instituição. O Real Madrid sustentou que as declarações fazem parte de um histórico de ataques ao clube e à sua diretoria.

O comunicado também relacionou a discussão à atuação do Real Madrid TV no caso Negreira, que envolve pagamentos feitos pelo Barcelona a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha. O clube mantém cobranças por esclarecimentos sobre o episódio.

Diante do impasse, o Real Madrid exigiu a renúncia imediata de Tebas dos cargos de presidente da LaLiga e vice-presidente da Federação Espanhola. O dirigente, por sua vez, manteve sua defesa e voltou a sustentar que a comparação dizia respeito exclusivamente a métodos de comunicação.

Presidente da La Liga, Javier Tebas em evento na CBF
Presidente da La Liga, Javier Tebas (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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